Chamadas

Chamada para publicação 2018/1
Prazo de envio dos trabalhos: 31 de janeiro de 2018

Literatura, arte e erotismo

Se a prática da antologia é comum na historiografia literária mundial – lembremos Harold Bloom e O Cânone Ocidental, Erich Auerbach e a Mimesis ou, no Brasil, as antologias de Antonio Candido, Carlos Nejar e José Guilherme Merquior – quando se trata de literatura erótica, há um atraso em relação à análise dos textos, motivado pelos diversos tipos de censura sofridos ao longo de séculos em que a produção sotádica e fescenina constituiu-se como subgênero clandestino no Ocidente.

A partir de estudos como o de Georges Bataille, teórico do erotismo, e mesmo da apropriação surrealista à obra de Sade, o século XX trouxe o discurso erótico, definitivamente, para o centro do palco. Bataille, para quem o erotismo era “a aprovação da vida até na morte”, chegou a desenvolver toda uma teoria econômica baseada na noção de dispêndio, tributária das formulações de O Erotismo, reformulando o materialismo histórico hegeliano, ao mesmo tempo em que resgatava, ele mesmo, a obra de Sade. Se, em O prazer do texto, Roland Barthes declara que todo exercício de escrita é um exercício erótico, não se pode deixar de notar que a escrita do corpo, bem como dos usos do corpo, venha sendo cada vez mais praticada e debatida por escritores e críticos.

Assim, o que se busca nessa edição de Landa, ao propor esta chamada, é oferecer a abertura de um campo de debate a respeito do erotismo em literatura e em sua relação com as outras artes, a fim de ampliar o campo de discussão sobre o erotismo, os usos dos corpos e a biopolítica no contexto ocidental.

Trabalhos que não respeitem as normas editoriais não serão aceitos. As normas podem ser consultadas em http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html
Os originais deverão ser enviados por correio eletrônico ao endereço: revistalanda@gmail.com

Convocatoria para publicación 2018/1
Plazo de envío de los trabajos: 31 de enero de 2018

Literatura, arte y erotismo

Si la práctica de la antología es común en la historiografía literaria mundial – recordemos a Harold Bloom y El canon occidental, Erich Auerbach y la Mímesis o, en el Brasil, las antologías de Antonio Candido, Carlos Nejar y José Guilherme Merquior – cuando se trata de literatura erótica, hay un atraso con relación al análisis de los textos, motivado por los diversos tipos de censura sufridos a lo largo de los siglos en que la producción sotádica y fescenina se constituyó como un subgénero clandestino en occidente.

A partir de estudios como el de Georges Bataille, teórico del erotismo, e incluso de la apropiación surrealista de la obra de Sade, el siglo XX trajo el discurso erótico, definitivamente, al centro del escenario. Bataille, para quien el erotismo era “la aprobación de la vida hasta en la muerte”, llegó a desarrollar toda una teoría económica basada en la noción del gasto, tributaria de las formulaciones de El erotismo, reformulando el materialismo histórico hegeliano, al mismo tiempo que rescataba, él mismo, la obra de Sade. Si, en El placer del texto, Roland Barthes declara que todo ejercicio de escritura es un ejercicio erótico, no se puede dejar de notar que la escritura del cuerpo, tanto como los usos del cuerpo, esté siendo cada vez más practicada y debatida por escritores y críticos.

De este modo, lo que se busca en esta edición de Landa, al proponer esta convocatoria, es ofrecer la apertura de un campo de debate al respecto del erotismo en la literatura y en su relación con las otras artes, con el propósito de ampliar el campo de discusión sobre el erotismo, los usos de los cuerpos y la biopolítica en el contexto occidental.

 

Trabajos que no respeten las normas editoriales no serán aceptados. Las normas pueden ser consultadas en http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html
Los originales deberán ser enviados por correo electrónico a la dirección:  revistalanda@gmail.com

Chamada para publicação 2018/2
Prazo de envio dos trabalhos: 31 de julho de 2018

Aprender que existe o Sul

Boaventura Santos afirma que uma “epistemologia do Sul assenta em três orientações: aprender que existe o Sul; aprender a ir para o Sul; aprender a partir do Sul e com o Sul”. Por outro lado, Nelson Maldonado-Torres propõe uma “virada decolonial” como um movimento teórico, prático, político e epistemológico de resistência às lógicas e aos domínios da colonialidade. Em campos diversos, livros como A queda do céu de Davi Kopenawa e Bruce Albert; Pode o subalterno falar? de Gayatri Spivak; Crítica da Razão Negra de Achille Mbembe; Metafísicas canibais e A inconstância da alma selvagem de Viveiros de Castro, ou as obras de Silviano Santiago e Walter Mignolo, de Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel, entre tantos outros, fazem parte dessa nova perspectiva de se entender, estudar e afirmar as epistemologias de fora do eixo estadunidense ou europeu como contraponto ao poder hegemônico, tanto científico e filosófico, quanto cultural e artístico, do hemisfério norte.

A Revista Landa propõe-se a receber reflexões e discussões sobre como a literatura, o cinema, o teatro e as artes em geral podem ser instrumentos de resistência, de enfrentamentos do cânone, de força/resgate de outros saberes, de organização/expressão dos movimentos sociais (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, periferias etc.) e podem impactar e ser impactados pelas perspectivas decoloniais. Interessa-nos também artigos que abordem as formas como as artes estão enfrentando as censuras, as repressões, as agressões a que estão submetidas, sobretudo, diante do avanço do conservadorismo político, estético e social na América Latina.

 

Trabalhos que não respeitem as normas editoriais não serão aceitos. As normas podem ser consultadas em http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html
Os originais deverão ser enviados por correio eletrônico ao endereço:
revistalanda@gmail.com

Convocatoria para publicación 2018/2
Plazo de envío de los trabajos: 31 de julio de 2018
Aprender que existe el Sur

Boaventura Santos afirma que una “epistemología del Sur se apoya en tres orientaciones: aprender que existe el Sur; aprender a ir al Sul; aprender a partir del Sur y con el Sur”. Por su lado, Nelson Maldonado-Torres propone un “giro decolonial” como un movimiento teórico, práctico, político y epistemológico de resistencia a las lógicas y a los dominios de la colonialidad. En campos diversos, libros como La caída del cielo de Davi Kopenawa e Bruce Albert; ¿Pueden hablar los subalternos? de Gayatri Spivak; Crítica de la razón negra. Ensayo sobre el racismo contemporáneo de Achille Mbembe; Metafísicas caníbales y La inconstancia del alma salvaje de Viveiros de Castro, o las obras de Walter Mignolo, de Santiago Castro-Gómez y Ramón Grosfoguel, entre tantos otros, hacen parte de esa nueva perspectiva para entender, estudiar y afirmar las epistemologías que se sitúan fuera del eje estadounidense o europeo como contrapunto al poder hegemónico, tanto científico, filosófico, cuanto cultural y artístico, del hemisferio norte.

Esta Convocatoria invita a investigadores a presentar trabajos que reflexionen sobre como la literatura, el cine, el teatro, el arte están siendo instrumentos de resistencia, de enfrentamientos al canon, de fuerza/rescate de otros saberes, de organización/expresión de los movimientos sociales (negros, indígenas, mujeres, homosexuales, periferias, etc.) y están impactando y siendo impactados por las perspectivas decoloniales. Nos interesan también artículos que aborden los modos como las diferentes expresiones artísticas están enfrentando las censuras, las represiones, las agresiones a las que son sometidas, sobretodo, frente al avance del conservadurismo político, estético y social en América Latina.

 

Trabajos que no respeten las normas editoriales no serán aceptados. Las normas pueden ser consultadas en http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html
Los originales deberán ser enviados por correo electrónico a la dirección:
 revistalanda@gmail.com